sábado, 11 de dezembro de 2010

Levada pelo vento.

Como uma palavra pode mudar tudo...
Uma simples palavra,
Algo tão banal como letras,
Sons que quando combinados
Formam algo de especial.

Era essa palavra que eu esperava,
A palavra que não me disseste
A palavra que eu queria ouvir,
Queria ouvir de ti...
Apenas de ti...

Nunca a ouvi...

Esperei...
Esperei pela palavra,
Mas ela não veio.

Nunca a ouvi...

É verdade que nunca a disseste.
Mas é verdadade que nunca a sentiste?
Que nunca a desejaste poder dizer sem teres medo?
Sem teres medo de te magoares, ou de te desiludires?

Acredito que sim...

Acredito que a sentiste, e que a guardaste para ti.
Acredito que a querias dizer.
Acredito que tinhas medo.

E eu deixei passar...
Sempre ao lado, sem dar importância,
Sem me dedicar como devia,
A quem devia,
A ti.

A minha razão de ser.

O vento passou, e levou...
Eu, na mais pura ingenuidade,
Empurrei na direcção do vento.
Empurrei o que mais belo eu tinha na vida,
Tu...

Foste o mais especial que ja tive.
Mas o vento levou-te, e eu nada fiz contra.

O que fiz eu para te prender?

Nada, apenas deixei o vento soprar na direcção que queria,
Não dei um único passo contra,
Fui com a tempestade, deixei me ir.

Agora que foste, estou sozinho.
Estou apenas comigo,
Vazio, e sem rumo.
Pois o vento que te levou, não te trouxe de volta.
E já não sinto esse vento que me empurrava na vida.

Estou perdido sem ti...