Quando entramos no mar, temos o belo manto de água em que as crianças chapinham na mais pura das inocências, onde já um dia chapinhamos e fizemos desenhos na areia só para que o mar os levasse. Esta zona, e simplesmente muito baixa para nadar.
Mais a frente temos a zona onde as ondas dissipam a sua fúria, onde a rebentação acontece, esta e a zona onde nos aventuramos, e onde nos deitamos quando em pequenos para nos iludirmos, a pensarmos que fomos ao mar como os adultos.
Depois temos a zona da rebentação, a zona mais perigosa, a zona onde a areia e o mar se encontram com maior ferocidade, a zona de maior violência, onde só os corajosos de atrevem a permanecer mais do que o necessário.
Depois temos O Mar, na sua enorme imensidão, com toda a sua beleza, o infinito azul, o ponto onde o céu e o mar se encontram, este ponto de plenitude onde pretendemos chegar, este ponto inalcançável com que sonhamos.
Podemos passar uma vida na busca desse ponto, e nunca o encontrar, e quem se encontra nesse ponto vê exactamente no lugar onde estamos o lugar que sonha alcançar.
